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Já em outras, como Macau, que recebe muitos turistas nesse período do ano para a tradicional brincadeira do “mela-mela”, a prefeitura cortou gastos com atrações musicais, mas devido aos desfiles dos blocos organizados pelos foliões, automaticamente a administração municipal terá que arcar com despesas de estrutura e suporte, como banheiros químicos, gastos com efetivo extra na segurança pública, trânsito e saúde, pagamento de água de prédios públicos, entre outros custos.
Outro
fator preocupante para as populações é a questão da escassez de água
que afeta muitas cidades do Rio Grande do Norte, e que pode ser agravada
com desperdícios que possivelmente ocorrerão nos dias de festas
carnavalescas. A crise hídrica é uma realidade vivida não só por
moradores de Natal, mas também pelas populações do interior.
Macau
Seguindo
uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN),
diante do problema financeiro instalado no município, a Prefeitura de
Macau não investirá recursos públicos na contratação de bandas para o
carnaval de Macau. No entanto, o prefeito em exercício, Einstein
Barbosa, garantiu que a prefeitura dará todo o apoio necessário para a
realização do evento, entre os dias 6 e 9 de fevereiro.
“A
posição da prefeitura é de obedecer a recomendação do Ministério
Público, portanto, nós não vamos fazer investimentos com bandas, mas nós
garantiremos a segurança e apoio necessário aos foliões e blocos de rua
para realização do evento. Esse apoio é necessário para garantir que
Macau continue com um dos maiores carnavais do RN. O carnaval acontecerá
de todo jeito, pois é uma manifestação popular e essa tradição não
acabará de forma alguma”, disse o prefeito interino Einstein Barbosa.
O
Carnaval de Macau 2016, através da iniciativa privada com apoio do
poder público, vai manter a tradição do mela-mela com as bandas Grafith,
Inala e Galera do Kuarto, e ainda continuar com os shows do Arena
Carnaval com as atrações Gasparzinho, Farra de Rico, Ricardo Chaves, Dan
Ventura, Rapaziada, Grafith e outras atrações.
A
Prefeitura de Macau, por meio da Secretaria de Turismo, garante que
convocará a empresa organizadora do evento na próxima semana, para
conhecer a estrutura do evento e saber do plano de necessidades do
Carnaval. A partir desse plano é que vai quantificar o que é necessário e
fazer o levantamento dos custos.
A prefeitura vai assumir a parte que é de responsabilidade do município:
- Diárias operacionais do efetivo extra de policiais militares;
- Alimentação dos guardas municipais e policiais militares;
- Aumento do quadro de pessoal da saúde para funcionamento das unidades de pronto atendimento;
- Pagamento da conta de água dos prédios públicos;
- Efetivo extra para organização do trânsito.
Um ponto que é parte do município, mas que será discutido junto ao MPRN, é a questão dos banheiros químicos.
Na
recomendação do MPRN está incluída a não contratação dos banheiros, mas
a prefeitura entende que é uma estrutura de rua necessária e de
responsabilidade do município, por ser público nos percursos de rua,
quando acontece o “mela-mela”.
Apodi
Em
Apodi, a prefeitura afirma que serão gastos mais de R$ 400 mil para
garantir a folia entre os dias 5 e 9 de fevereiro, no Calçadão da Lagoa.
As três atrações principais são: Ricardo Chaves, Banda Grafith e Saia
Rodada, mas também estão confirmados shows com Flávio e Pizada Quente,
Abrakadabra, Aline e Banda, Dayvid Almeida, Nilson Viana, Danilo
Nickson, Forró da Villa e Forró da Mídia.
O
prefeito da cidade, Flaviano Monteiro, afirmou que a festa tradicional
do município vai acontecer porque a prefeitura abriu mão de outros
gastos com eventos. “Não investimos em iluminação natalina, nem com
réveillon, exatamente para que pudéssemos realizar a festa mais esperada
pela população de Apodi, que é o carnaval. Serão investidos mais de R$
400 mil reais este ano, provenientes de recursos próprios e parcerias
firmadas com empresas privadas”, disse Monteiro.
Quando
questionado pela Tribuna do Norte sobre a crise financeira que afeta
muitos municípios do estado, o prefeito de Apodi disse que o carnaval
gera renda e emprego temporário para muitas pessoas no município,
considerando que a expectativa é receber mais de 200 mil pessoas nos
dias de festa. “Os shows são gratuitos, mas se cada pessoa que vai
participar do carnaval em Apodi gastar R$50 em consumo de alimentos,
bebidas e outros, serão R$10 milhões circulando na cidade. A população
merece a festa”, alegou o prefeito.
Areia Branca
Na
região Oeste potiguar, atendendo uma recomendação do MPRN, a prefeita
do município de Areia Branca, Luana Bruno, confirmou que o carnaval 2016
em Areia Branca não contará com investimentos da prefeitura. Um Termo
de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado com o MPRN foi firmado em
2015, e impede a realização da festa com recursos públicos, porque o
município continua em situação de emergência por causa da seca.
A cidade de Areia Branca tem cerca de 25 mil habitantes e durante o carnaval costuma recebe até 50 mil pessoas por dia.
A
Tribuna do Norte tentou contato ainda com as prefeituras de Parnamirim e
Tibau do Sul, para saber se há programações de carnaval para essas
cidades, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. A
assessoria de comunicação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio) também foi
procurada ontem para uma declaração sobre os pontos negativos para o
comércio e o turismo diante da situação crise e carnaval, mas a TN foi
informada que não havia fonte disponível para falar sobre o assunto.
Caicó
O
tradicional carnaval de Caicó também será exclusivamente com atrações
arcadas pela iniciativa privada. Segundo o prefeito Roberto Germano, o
Executivo vai entrar somente com o apoio na parte logística, com aumento
de pessoas para realizar a limpeza das ruas, banheiros químicos e
alimentação dos policiais. Ao todo, o prefeito afirma que o gasto total
da Prefeitura será de R$ 50 mil, contra R$ 200 mil gastos em anos
anteriores. Em 2012, a prefeitura de Caicó chegou a gastar R$1,5 milhão,
segundo o prefeito.
“Se
não fizermos o Carnaval, Caicó terá uma seca econômica. É o maior
evento de Caicó, superando até a festa de Sant’Anna. Todos os hotéis
ficam lotados, casas são alugadas, além do consumo dos foliões que vem
do RN e de outros estados. O comércio sabe da importância e, assim como
no ano passado, se comprometeu a realizar”, esclareceu.
Em
Caicó, a maior parte das festas serão fechadas, com a cobrança de
ingressos para shows de bandas do cenário nacional. Nas ruas, os blocos
Magão e Treme-Treme são os mais tradicionais e, ao contrário do que
ocorreu no ano passado, não receberão auxílio do Poder Público.
Quanto
ao problema da falta de água, a Prefeitura disse que busca a
conscientização dos foliões e moradores para lidar com a escassez. Em
2015, segundo Roberto Germano, o consumo chegou a ser menor durante a
folia.
“Comparando com uma semana antes, houve até um consumo menor”.
Parnamirim
A
programação da "Folia de Momo" deste ano não está definida em
Parnamirim. O investimento ainda será discutido pela Prefeitura, de
acordo com a assessoria de imprensa do órgão. Tradicionalmente, o
carnaval leva milhares de pessoas à praia de Pirangi, principal polo do
festejo no município. Em 2015, foram montados três palcos na localidade,
com atrações musicais.
Natal
Tribuna do Norte

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