INPE
– O Instituto de Pesquisas Espaciais prevê um aumento de pelo menos 20%
na quantidade de raios no Brasil, neste verão. E eles já causam mais de
cem mortes por ano. Dá medo, e é perigoso mesmo. Os raios foram a causa
das mortes de 1.789 pessoas no Brasil, de 2000 a 2014. A maior parte
das vítimas estava trabalhando no campo, dentro de casa, perto de algum
veículo, debaixo de árvores, jogando futebol ou na praia.
Todo ano,
caem 50 milhões de raios no Brasil. E em 2016, deve ser mais – culpa do
El Niño, que muda a circulação do ar no planeta e provoca seca num canto
só pra aumentar as tempestades no outro. De agosto a outubro de 2015, o
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais já contou 52% mais raios do
que no mesmo trimestre de 2014.
“É um dos
três eventos de El Niño mais intensos da história e isso está causando
um aumento acentuado de incidência de tempestades e raios em toda Região
Sul, Sudeste e no estado de Mato Grosso do Sul”, explicou Osmar Pinto
Jr., pesquisador do Inpe.
No momento
exato da descarga, o raio vai procurar a menor distância entre a nuvem e
a terra. Por isso, nós não devemos ficar debaixo das árvores ou de
objetos mais altos. Eles vão atrair energia. Muita gente morre assim.
Mas, se
você estiver num lugar plano e descampado, trabalhando na roça ou num
campo de futebol, por exemplo, a sua cabeça vai ser esse ponto mais
alto. Aí, a saída é diminuir a altura e ficar com os pés juntos, porque,
se cai um raio próximo, a energia não vai subir por uma perna e descer
pela outra.
Se tiver
um carro perto, não é uma boa ideia, mas ficar dentro do carro é melhor
porque a corrente elétrica vai ficar do lado de fora, na lataria. E se
fechar a janela, quem estiver dentro está completamente protegido.
Dentro de casa, também é preciso ter cuidado com a rede elétrica.
“Muitas
pessoas estão falando ao telefone, telefone com fio, outras vezes você
está manuseando algum eletrodoméstico, então você está próximo da tomada
e aí entra a descarga lá dentro”, afirmou Carlos Augusto Morales,
professor de meteorologia da USP.
Por isso, quando o tempo fechar nesse verão, é melhor a gente se proteger.

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