Uma ação inusitada e que envolveu o
grupo de elite da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o Batalhão de
Operações Policiais Especiais, alterou a calmaria no centro de
treinamento do América-RN na tarde de sexta-feira. Os oficias do Bope
invadiram a sala de palestras do elenco americano e uma granada de baixa
intensidade chegou a ser explodida no local, causando a quebra dos
vidros de algumas janelas. Os jogadores se assustaram com o ocorrido e
alguns chegaram a passar mal.
Contudo, foram acalmados quando houve a
explicação de que aquilo tudo não passou apenas de uma encenação. O
verdadeiro motivo da presença dos policiais de elite foi para
conversarem com o elenco alvirrubro, que terão uma importante partida na
próxima segunda-feira, contra o Confiança, e que pode garantir o Mecão
nas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro.
Para o treinador do América-RN, a
metodologia de treinamento e as formas adotadas durante os trabalhos da
Polícia Militar, como as ações em campo e as abordagens contra
criminosos, possuem semelhanças com táticas utilizadas no futebol. O Bope só trabalha em terreno inimigo. Quando o Bope entra em ação,
ele não atua no quartel, porque lá ele só treina. A ação dele é na casa
do adversário.
Muitos conceitos, por ser filho de militar eu sei, que são aplicados na Polícia Militar de elite servem para o futebol e cabem perfeitamente para uma equipe de alto rendimento. Foi uma palestra muito legal, porque fez algumas comparações e acho que a principal delas é o senso de responsabilidade e comprometimento, que por exemplo, um soldado do Bope tem – analisou Roberto Fernandes.
Para dar o maior grau de veracidade à ação policial, uma granada de baixa intensidade foi utilizada no corredor que dá acesso à sala de palestras. Com armas apontadas para os jogadores, os policiais invadiram o local e dominaram a situação. Segundo o oficial de relações públicas do Bope, tenente Luiz Barros, a encenação teve o objetivo de se aproximar ao máximo com o dia a dia enfrentado pelos policiais.
A gente teve que fazer o acionamento como é feito na (abordagem) real, porque é o nosso dia a dia, do mesmo modo que o dia a dia deles é o treinamento (de futebol). Então, nós fizemos um acionamento com uma granada e, após, o adentramos ao local. A gente simulou a entrada de um cômodo. No caso, eles estavam em uma palestra e fizemos a entrada de demonstração como seria próximo da realidade.
Lógico que não poderíamos fazer porque eles estão se preparando para o jogo. Tem certas coisas que a gente não poderia utilizar para uma entrada real. Tivemos que fazer essa adaptação, mas bem próxima da realidade. Fizemos a simulação. Depois que dominamos o ambiente, passamos a proferir alguma palavras para o pessoal – explicou o oficial do Bope.
A missão dada ao América-RN é vencer o Confiança fora de casa. O time potiguar tem uma das piores campanhas como visitante nesta Série C e, até agora, foram quatro derrotas, três empates e apenas uma vitória. Para conseguir o segundo resultado positivo longe de Natal, o Mecão precisa incorporar o conteúdo aprendido com o Bope e finalizar o Azulão. Assim como na polícia de elite, que tem inúmeros desafios, os jogadores americanos serão forçados a se adaptarem até a próxima segunda-feira para baterem o adversário.
Fonte: G1-RN

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