Você sabia que a sua saúde pode estar relacionada ao
mês que você nasceu? Um grupo de cientistas da Universidade de
Columbia, nos Estados Unidos, desenvolveu um método que investiga a
relação entre o mês de nascimento de uma pessoa e suas chances de
contrair certas doenças.
De acordo com a pesquisa, as pessoas nascidas em
maio possuem um risco menor de ficarem doentes. Já as pessoas nascidas
em outubro têm uma predisposição maior a contrair enfermidades. Para
descobrir essa relação, os pesquisadores utilizaram um algoritmo para
analisar as bases de dados médicas em Nova York.
Desse modo, eles encontraram 55 doenças que se
correlacionaram com determinadas épocas de nascimento. Os novos dados
são relevantes quando comparados com outras pesquisas sobre outras
doenças. Por exemplo, os autores do estudo descobriram que o risco de
ter asma é maior nas pessoas que nasceram entre os meses de julho e
outubro.
Uma pesquisa anterior, feita por cientistas
dinamarqueses, relatou que os bebês que nasceram entre maio e agosto têm
maiores chances de ter asma. A comparação entre os dois estudos pode
ser feita, pois os níveis de luz do sol na Dinamarca nesses meses são
similares aos observados no período de julho a outubro em Nova York.
“Esses dados podem ajudar os cientistas a descobrir
novos fatores de riscos de várias doenças”, disse o autor do estudo
Nicholas Tatonetti em um vídeo do Centro Médico da Universidade de
Columbia. Dessa forma, se os pesquisadores identificarem o que está
causando as doenças em determinados meses, eles poderão tomar medidas
preventivas contra essas enfermidades.
Os cientistas realizaram testes estatísticos para
verificar se as 55 associações entre doenças e meses de nascimento não
surgiram por acaso. Contudo, o autor do estudo alerta que a pesquisa não
tem perfil conclusivo. “É importante não ficar excessivamente nervoso
sobre esses resultados porque, apesar de existirem as relações, os
riscos de se adquirirem as doenças não são tão grandes”, afirma
Tatonetti.
Segundo ele, “o risco relacionado ao mês de
nascimento é relativamente pequeno quando comparado a variáveis mais
influentes, como dieta e exercício”, disse ainda no vídeo divulgado pela
Universidade de Columbia. Com informações do site Exame.

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