“A bola forte deles era a área, a única jogada. Então, colocamos
jogadores mais altos para ter essa vantagem e sair em velocidade nos
contra-ataques”, disse Dunga, reconhecendo que não obteve êxito em sua
iniciativa. “Não conseguimos porque estávamos errando um pouco no meio, o
que fez a Venezuela crescer. Mas queríamos neutralizar a bola aérea”,
repetiu.
O técnico brasileiro foi bastante questionado por seu excesso de cautela
diante dos venezuelanos. Mesmo podendo até empatar para avançar às
quartas de final da Copa América na primeira posição do grupo C e já com
2 a 0 no placar, ele apostou em David Luiz e Marquinhos nos lugares dos
ofensivos Philippe Coutinho e Robinho. Já Diego Tardelli substituiu
Roberto Firmino, em uma troca de um atacante por outro.
AFP
“O David é um jogador de bom posicionamento, que já jogou no meio.
Queríamos neutralizar a jogada aérea com ele. Com o Marquinhos, a mesma
coisa. Era importante deixá-lo do lado direito e liberar o Daniel Alves,
que estava levando vantagem e vai bem nos chutes de média e longa
distância”, argumentou Dunga.
Antes das alterações, o treinador havia festejado um gol de Thiago Silva
no primeiro tempo e outro de Roberto Firmino no segundo. Fedor anotou
para a Venezuela em um rebote do goleiro Jefferson após falta bem
cobrada por Arango.
“Não digo que tivemos tranquilidade, mas controlamos bem a partida. O
nosso goleiro não precisou fazer grandes defesas, a não ser aquela que
resultou no gol. O da Venezuela praticou algumas importantes. Mas é um
time dinâmico, com bons jogadores”, elogiou o comedido Dunga.


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