Cristóvão dirigiu o Flamengo até o momento em apenas seis jogos. Foram
quatro derrotas e duas vitórias. O desempenho o deixou em situação
delicada, pois expôs problemas temidos por pares do presidente Eduardo
Bandeira de Mello.
A aparente insegurança para escalar o time e as substituições
equivocadas, sobretudo na derrota por 1 a 0 para o Vasco, irritaram os
dirigentes. Os cartolas alegam internamente que Cristóvão teve seguidas
semanas livres para trabalhar o time. No entanto, apenas treinamentos em
período único foram agendados e a equipe não evoluiu.
O fato de indicar que não contava com Anderson Pico ao escalar Pará na
lateral esquerda e optar pelo primeiro no último jogo foi observado com
desconfiança na cúpula rubro-negra. Deixar laterais no fim da fila para
improvisar no setor acabou interpretado como um sintoma de "perda do
grupo" no departamento de futebol. A diretoria vê o comandante sem forças para motivar o elenco a dar a volta por cima e deixar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O jeito sereno de Cristóvão vai contra a necessidade de um "choque no
futebol". Até por isso, a troca no comando é defendida pela maioria dos
dirigentes da administração Bandeira de Mello. A mesma corrente pede a
contratação de Oswaldo de Oliveira. O técnico está desempregado desde
que foi demitido do Palmeiras e era o favorito para o cargo.
No entanto, Cristóvão foi a opção pela indisponibilidade do profissional
após a saída de Vanderlei Luxemburgo e também pelo desejo de que Jayme
não permanecesse interinamente por longo período.
Agora, apenas uma sequência de vitórias deve sustentar Cristóvão Borges
no cargo. O clima para a permanência é delicado e o comandante joga a
sorte na partida da próxima quarta-feira contra o Joinville, às 22h,
fora de casa.

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