O doleiro Alberto Youssef afirmou nesta segunda-feira (11/05), que havia
anuência do Palácio do Planalto com o esquema que operava para o PP
dentro da Petrobras. Em depoimento a integrantes da CPI que investiga o
escândalo na estatal, que foi a Curitiba para ouvi-lo, Youssef relatou
que “em determinado momento, houve um racha no Partido Progressista”.
“Essa situação foi parar no Palácio (do Planalto). Paulo (Roberto Costa,
ex-diretor da estatal) deixou claro para Nelson Meurer (PP-PR) que o
Palácio tinha que indicar um interlocutor”, disse o doleiro à CPI.
Perguntado, Youssef disse que os pontos de contato com o Planalto eram
os ministros Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, e
Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. “Em 2012 ou 2011
houve um racha no Partido Progressista e foi motivo de discussão entre
líderes governistas, onde houve queda do Nelson Meurer. O Arthur de Lira
assumiu a liderança do partido. Isso foi discutido tanto pelo líder
Nelson Meurer como pelo Arthur de Lira e Ciro Nogueira, como foi
discutido com Gilberto Carvalho e Ideli. Paulo Roberto Costa deixou
claro que esse assunto teria que chegar através do Palácio a quem ele
iria se reportar”, respondeu Youssef ao ser questionado pelo deputado
federal Bruno Covas (PSDB-SP).
Youssef disse que, em sua opinião, o ex-presidente Lula e a presidente
Dilma Rousseff também sabiam do esquema, mas o doleiro afirmou que não
teria como confirmar a informação.
Vaccari
Youssef repetiu partes de seus depoimentos que contrariam a defesa do
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Ele afirmou que encontrou
pessoalmente com Vaccari em restaurantes e disse que, em 2014, o então
tesoureiro foi pessoalmente a seu escritório, mas em um momento em que
não estava presente para recebê-lo.
O doleiro reafirmou também ter entregado pessoalmente remessa de R$ 400
mil para a cunhada de Vaccari, Marice Lima, e ter feito outra entrega em
dinheiro no diretório do PT.

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