Após mais de 12 horas de sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (12), por 20 votos favoráveis e
sete contrários, a indicação de Luiz Edson Fachin, 57 anos, para ocupar
vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a aprovação na CCJ, a indicação de Fachin, da presidente Dilma
Rousseff, será votada no plenário do Senado, último passo para que o
jurista se torne apto a tomar posse como novo ministro no STF.
Depois da votação, secreta, os senadores da CCJ aprovaram regime de
urgência para deliberação do plenário. O presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a votação será na próxima terça (19),
mas o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que fará uma reivindicação
para que a indicação seja votada já na sessão desta quarta. A aprovação
do requerimento de urgência dá preferência ao texto sobre outras pautas
do Senado.
"O requerimento de urgência [aprovado na sessão da CCJ] impõe votação
preferencial. Portanto, no dia de amanhã, se o presidente desejar,
poderá submeter à votação. E haverá essa reivindicação para que na
sessão de amanhã se vote a indicação do Fachin", disse Álvaro Dias. "Não
vejo nenhuma necessidade, não há razão para adiar para a próxima
semana. Normalmente, vota-se rapidamente no plenário", concluiu.

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