Foto: WikiMedia Commons
A descoberta é brasileira e mostra que o carrapato pode ser mais útil do que se pensava. Uma equipe de pesquisadores, liderados pela professora de biologia Maria
Izabel Camargo-Mathias, da Unesp, conseguiu conter o crescimento de
tumores usando extrato da glândula salivar de carrapatos fêmeas.
O estudo foi publicado no fim de 2014 e os testes realizados em ratos comprovam a eficácia da substância.
Recentemente a equipe passou a estudar os efeitos da substância no
fígado, pulmão e rim, e constatou que o extrato não afeta o sistema
fisiológico dos indivíduos.
“Não é uma substância anti-cancerígena, por que não mata a célula
cancerígena. Mas é uma substância capaz de conter a divisão e
crescimento tumoral”, diz em entrevista à Galileu a coordenadora da
pesquisa, Maria Izabel, que estuda carrapatos há mais de dez anos.
A pesquisa
Células canceríginas eram injetadas na musculatura dos animais e, depois, era aplicado o extrato da saliva dos carrapatos.
Após três semanas notou-se que, comparado a outros roedores que não
passaram pelo tratamento, as células tumorais estavam controladas.
A ideia de usar a a glândula salivar dos carrapatos no combate ao câncer não veio ‘do nada’.
“Existem mais de 400 propriedades na saliva dos carrapatos. São
substâncias com vários potenciais, como anti-coagulantes e
anti-inflamatórios. Resolvemos então aplicar em células cancerígenas”,
explicou
"É uma substância capaz de conter a divisão celular e o crescimento tumoral"
Ainda não se sabe qual substância presente nas glândulas salivares dos
carrapatos da espécia Rhipicephalus sanguineus é responsável pela
inibição especificamente.
Serão necessários mais estudos para saber a composição bioquímica desses extratos.
Com informações da Galileu

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