Segundo
a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Curitiba (DHPP), a primeira
vítima encontrada foi uma transexual de 28 anos, identificada apenas como Taís.
Ela foi achada morta no dia 16 de março, depois que vizinhos sentiram um forte
cheiro vindo do apartamento em que morava, no bairro Bigorrilho. Taís foi
encontrada nua sobre a cama, amarrada pelos pés e pelas mãos e em adiantado
estado de putrefação.
A segunda vítima foi encontrada morta quatro dias depois,
em 21 de março. Jaqueline Coutrin de Souza, de 42 anos, moradora da Rua Nilo
Peçanha - conhecido ponto de prostituição no Centro de Curitiba - foi achada
morta também nua, ajoelhada e com o rosto apoiado na cama. Assim como a
primeira vítima morta, a mulher também apresentava marcas de violência pelo
corpo.
A polícia suspeitou que o autor dos crimes seria o mesmo ao perceber
que, nos dois casos, as chaves dos apartamentos haviam sido levadas pelo
criminoso. Cerca de um mês depois, no dia 19 de abril, uma terceira garota de
programa, identificada como Milena de Paula Rabelo, de 36 anos, foi encontrada
morta em um apartamento, no Centro da cidade, também nua, mas com uma toalha
enrolada no pescoço. Policiais identificaram na hora que a mulher havia sido
vítima de estrangulamento.
Milena - Terceira vítima
Cinco dias depois, em 24 de
abril, Alexandre chamou uma outra mulher, a transexual identificada como
Camily, de 22 anos, para um programa. Os dois combinaram um encontro pelo
WhatsApp e, assim como nos outros casos, o suspeito tentou enforcar a vítima,
que desmaiou. Camily contou à polícia que o rapaz, achando que ela havia
morrido, pegou tudo que era dela e fugiu, trancando o apartamento. “Ele foi
extremamente carinhoso, não demonstrou nada, a não ser um pouco de ansiedade.
Assim que terminamos, ele não quis tomar banho. Me deu um beijo, conversamos um
pouco, ele me abraçou por trás e me deu uma ‘mata leão’ que me fez apagar.
Acordei um tempo depois, muito machucada, com uma toalha no meu pescoço”,
contou a garota de programa.
Polícia investiga se há outras
vítimas - De acordo com a polícia, Alexandre admitiu que teve encontros com as
vítimas e confessou ter aplicado um “mata leão” em duas delas. O suspeito disse
que passava por dificuldades financeiras e que cometeu o crime para roubar os
pertences delas. Ele, no entanto, negou que havia matado as mulheres. No
apartamento do suspeito, a polícia encontrou objetos e documentos que
pertenciam às vítimas, inclusive as chaves dos apartamentos onde os crimes
aconteceram, bem como um pedaço de corda.
O suspeito, que não tinha passagens pela
polícia, vai responder por três homicídios dolosos (quando há a intenção de
matar) e uma tentativa de homicídio.

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