O desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo — cresceu
23,1% em março deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Ao
todo, o País tem cerca de 1,5 milhão de pessoas sem trabalho. Em março
deste ano, a taxa de desocupação foi estimada em 6,2%, ficando estável
frente a fevereiro último (5,9%), segundo o IBGE.
De março de 2014 para o mesmo mês deste ano, mais 280 mil pessoas
perderam o emprego no País. A população ocupada foi estimada em 22,8
milhões para o conjunto das seis regiões, refletindo estabilidade nas
análises mensal e anual.
O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor
privado (11,5 milhões) ficou estável tanto na comparação mensal quanto
na anual. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi
estimado em R$ 2.134,60.
Este resultado foi 2,8% menor que o registrado no mês anterior (R$
2.196,76) e 3,0% inferior ao obtido em março de 2014 (R$ 2.200,85). A
massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em
49,3 bilhões em março de 2015, registrando queda de 3,0% em relação a
fevereiro último.
Na comparação anual esta estimativa caiu 3,8%. A massa de rendimento
real efetivo dos ocupados (R$ 50,1 bilhões), estimada em fevereiro de
2015, variou -2,6% no mês e -3,1% no ano.
Região
Regionalmente, a taxa de desocupação aumentou no Rio de Janeiro, onde
passou de 4,2% em fevereiro para 4,8% em março, e ficou estável nas
demais regiões. Na comparação com março de 2014, em São Paulo a taxa não
se alterou significativamente.
Em Salvador, passou de 9,2% para 12,0%; em Recife, de 5,5% para 8,1%; em
Porto Alegre, de 3,2% para 5,1%; no Rio de Janeiro, de 3,5% para 4,8% e
em Belo Horizonte, de 3,6% para 4,7%.
Em relação a março de 2014, na análise regional, o contingente de
desocupados na comparação com fevereiro, variou somente no Rio de
Janeiro (15,0% de acréscimo — mais 36 mil pessoas).
No confronto com março do ano passado, a desocupação aumentou em Porto
Alegre (67,9%); Recife (51,8%); Rio de Janeiro (38,6%); Salvador
(35,4%); e Belo Horizonte (32,3%). Em São Paulo ficou estável.

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