Abdul Aziz al-Sheikh Foto: Reuters
Homens na Arábia Saudita têm direito a "comer as esposas se eles
estiverem de situação de fome extrema". Esta foi a decisão de um
controvertido líder islâmico do país do Oriente Médio.
De acordo com o "Daily Mirror", o xeque Abdul Aziz al-Sheikh emitiu uma
fatwa (pronunciamento legal emitido por um especialista em lei religiosa
islâmica, sobre um assunto específico) garantindo o direito aos
sauditas que se encontrem sob risco de morte pela falta de alimento.
Segundo ele, a decisão representa "o sacrifício das mulheres e a
obediência aos maridos".
"A fatwa é interpretada como prova do sacrifício das mulheres, a
obediência delas ao marido e o desejo de dois se tornarem um", afirmou
uma nota atribuída ao xeque, que já defendeu publicamente a destruição
de igrejas.
Mulheres têm direitos civis bastante limitados no Arábia Saudita. Entre
outros vetos, elas não podem abrir conta bancária sem autorização do
marido e não têm permissão para dirigir.
Apesar de campanhas contrárias, autoridades mantêm a proibição de
mulheres ao volante e dizem que "punirão com rigor as regras contra os
que contribuem para a violação da coesão social".
Os opositores da proibição alegam que não há qualquer impedimento nos
textos sagrados do islamismo. A Arábia Saudita é o único país do mundo
onde as mulheres, oficialmente, não têm o direito de dirigir. Se
infrigem, elas são presas e o carro é confiscado.
Um historiador saudita justificou a proibição de mulheres ao volante no
seu país com um argumento insólito. Saleh al-Saadoon disse, em
entrevista à Rotana Khalijiyya TV, que mulheres dirigem carros nas
nações onde têm permissão porque não se incomodam se forem estupradas
caso os veículos enguicem. (leia mais).
Além disso, até 2011 mulheres não votavam e não podiam se candidatar a
cargo público na Arábia Saudita. Os direitos delas na vida política
avançaram, mas ainda são limitados.

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