Na manhã desta sexta-feira (10) foi deflagrada a 11ª fase da operação
Lava Jato, na qual Polícia Federal (PF) cumpre ordens judiciais em seis
estados do país, entre eles o Ceará. Ao todo, são sete mandados de
prisão, 16 de busca e apreensão e mais nove de condução coercitiva,
quando os investigados serão levados para prestar depoimentos.
A nova fase foi batizada de 'Origem' e os mandados serão cumpridos no
Paraná, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e em São
Paulo. Segundo a PF, ela foi necessária após investigações de vários
inquéritos policiais, nos quais foram apurados crimes ligados a três
grupos de ex-agentes políticos. Os presos serão encaminhados para a
superintendência da polícia Federal, em Curitiba.
O ex-deputado André Vargas foi preso por suspeita de envolvimento nesta
manhã em um condomínio residencial de Londrina, no Paraná. Ele é é
investigado por ter usado um avião alugado pelo doleiro Alberto Youssef,
doleiro que seria operador do esquema na Petrobras. Além disso, Vargas é
acusado de ter cometido tráfico de influência ao mediar um contrato
entre o laboratório Labogen e o Ministério da SAÚDE.
Os outros presos foram Luiz Argolo, o irmão de André Vargas, Leoon
Vargas, Pedro Correia, que já cumpre prisão pelo mensalão, Ivan Mernon
da Silva Torres, Élia Santos da Hora, secretária de Argolo e Ricardo
Hoffmann,diretor de uma agência de publicidade.
A PF informou que a nova fase também abrange crimes de desvios de
recursos em outros órgãos públicos federais além da Petrobras. Os crimes
investigados são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção
ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de
dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.


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