De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a cada ano
morrem, no mundo 2,3 milhões de pessoas em decorrência de acidentes ou
doenças ocupacionais. São cerca de 350 mil mortes causadas diretamente
por acidentes fatais e 2 milhões provocadas por doenças ou acidentes
associados ao trabalho. Na Bahia foram registrados 21,5 mil acidentes em
2013 e 624 casos de doenças laborais. Os acidentes fatais vitimaram 108
trabalhadores/as no estado.
O INSS gasta R$ 4 bilhões por ano, com
pensões ou auxílios acidentários. Isso por que o Brasil possui altos
índices de acidentes registrados pela Previdência Social. Em 2013 foram
aproximadamente 717 mil ocorrências em todo o Brasil. Esses números
representam quase dois mil acidentes ou doenças por dia, ou 82
ocorrências por hora.
Por conta disso, em lembrança ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de
Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais, celebrado ontem (28), o
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção - Sintracom-BA e a
Federação Fetracom-BA realizaram uma caminhada, saindo do Campo Grande
em direção a Praça da Piedade, em conjunto com o Ministério Público do
Trabalho - MPT, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE,
sindicatos de trabalhadores, centrais sindicais e entidades integrantes
do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho - Forumat.
Fim dos elevadores a cabos em obras
Para o Sintracom-BA, a celebração da data tem o objetivo de, além de lembrar as vítimas, destacar a importância da prevenção e combate aos acidentes de trabalho. Em 2011, nove operários da construção morreram vítimas de acidente de trabalho, na queda de um elevador em obra da Construtora Segura, nas imediações do Iguatemi. “Seguimos na luta por melhores condições de segurança e saúde, da vida em primeiro lugar. Não esquecemos o que aconteceu com nove colegas operários que morreram durante a construção de um estabelecimento. O fato serviu para que tivéssemos uma vitoria o banimento desses elevadores a cabo em obras. A partir do dia 10 de maio, eles não vão mais existir,” contou Arilson Ferreira Santos, diretor de saúde e segurança do Sintracom-ba.
Segundo o presidente da Associação Baiana de Engenharia de Segurança (Abese), Rodrigo Lobo, a análise das situações que representam perigo em uma empresa deve ser realizada por um profissional especialista em segurança do trabalho. “Esses profissionais são aptos a identificar e controlar os riscos, propor medidas de prevenção e proteção, treinar funcionários, identificar as legislações aplicáveis a serem cumpridas, e orientar o empregador quanto às melhores práticas de prevenção para evitar passivos trabalhistas”, afirma Lobo.
Entre as reivindicações dos trabalhadores, estão a garantia e ampliação das seguintes conquistas: Proibição do uso de elevadores de um cabo para passageiros, a partir de 10/05/2015. Só poderão ser utilizados para esse fim elevadores com dois cabos ou de cremalheira, conforme CPN – Comissão Permanente Nacional; Uso de elevadores de um cabo só para transporte de material, em construções com o máximo de 13 andares, até. 2017; Publicação da Norma Regulamentadora NR18; Mais investimentos em proteção coletiva do trabalho; Proporcionar aos Cipistas os meios necessários para o desempenho de suas atribuições; Redução do peso do saco de cimento de 50kg para 25Kg, no máximo.
Atualmente, no Brasil, a maior parte dos acidentes de trabalho ocorre nos setores industriais e de serviços, em áreas como: construção civil, indústria de produtos alimentícios e bebidas, comércio e reparação de veículos e serviços de saúde. As partes do corpo mais atingidas são os membros superiores, representando quase um terço dos acidentes registrados no país; punho e mão representam 24,1% dos casos, seguidos por partes como tornozelo e pé, 10,6%; perna, 10%; braço e antebraço, 8,4%.
Fonte: AQUI
Fim dos elevadores a cabos em obras
Para o Sintracom-BA, a celebração da data tem o objetivo de, além de lembrar as vítimas, destacar a importância da prevenção e combate aos acidentes de trabalho. Em 2011, nove operários da construção morreram vítimas de acidente de trabalho, na queda de um elevador em obra da Construtora Segura, nas imediações do Iguatemi. “Seguimos na luta por melhores condições de segurança e saúde, da vida em primeiro lugar. Não esquecemos o que aconteceu com nove colegas operários que morreram durante a construção de um estabelecimento. O fato serviu para que tivéssemos uma vitoria o banimento desses elevadores a cabo em obras. A partir do dia 10 de maio, eles não vão mais existir,” contou Arilson Ferreira Santos, diretor de saúde e segurança do Sintracom-ba.
Segundo o presidente da Associação Baiana de Engenharia de Segurança (Abese), Rodrigo Lobo, a análise das situações que representam perigo em uma empresa deve ser realizada por um profissional especialista em segurança do trabalho. “Esses profissionais são aptos a identificar e controlar os riscos, propor medidas de prevenção e proteção, treinar funcionários, identificar as legislações aplicáveis a serem cumpridas, e orientar o empregador quanto às melhores práticas de prevenção para evitar passivos trabalhistas”, afirma Lobo.
Entre as reivindicações dos trabalhadores, estão a garantia e ampliação das seguintes conquistas: Proibição do uso de elevadores de um cabo para passageiros, a partir de 10/05/2015. Só poderão ser utilizados para esse fim elevadores com dois cabos ou de cremalheira, conforme CPN – Comissão Permanente Nacional; Uso de elevadores de um cabo só para transporte de material, em construções com o máximo de 13 andares, até. 2017; Publicação da Norma Regulamentadora NR18; Mais investimentos em proteção coletiva do trabalho; Proporcionar aos Cipistas os meios necessários para o desempenho de suas atribuições; Redução do peso do saco de cimento de 50kg para 25Kg, no máximo.
Atualmente, no Brasil, a maior parte dos acidentes de trabalho ocorre nos setores industriais e de serviços, em áreas como: construção civil, indústria de produtos alimentícios e bebidas, comércio e reparação de veículos e serviços de saúde. As partes do corpo mais atingidas são os membros superiores, representando quase um terço dos acidentes registrados no país; punho e mão representam 24,1% dos casos, seguidos por partes como tornozelo e pé, 10,6%; perna, 10%; braço e antebraço, 8,4%.
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