“Não é valorização, não é elogio, não é querer ter um relacionamento,
não é flerte”, destaca a jornalista Juliana de Faria, criadora da
campanha. Ela aponta que esse assédio está dentro de um contexto de
violência marcado pelas desigualdades de gênero.
“Talvez isso possa
parecer uma questão menor, mas não é. Estamos falando de direitos muito
básicos, então isso já é uma grande violência”, declarou. De acordo com
Juliana, as mulheres passam a assumir posturas que limitam a liberdade
individual. “Já nos acostumamos a mudar de calçada para não passar na
frente de um grupo de homens, não passar na frente de um bar ou pensar
duas vezes antes de colocar uma saia”, exemplificou.
Uma das ações da
campanha foi a produção de uma pesquisa na internet, com a participação
de aproximadamente 7,7 mil mulheres. O resultado mostrou que 99,6% delas
já haviam sido assediadas. Cerca de 81% disseram ter deixado de sair
para algum lugar com medo de sofrer assédio e 90% trocaram de roupa
pensando no lugar que iriam por receio de passar por esse tipo de
situação.
Fonte: AQUI.

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