Reprodução/Globo/Firas Freitas, deEXAME.com
Presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), concede uma entrevista para o Jornal Nacional desta segunda-feira.
São Paulo - A presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), reafirmou o seu compromisso contra a corrupção e prometeu não deixar "pedra sobre pedra" para investigar os escândalos da Petrobras.
Durante entrevista ao Jornal Nacional desta segunda-feira, a presidente
negou que políticos que possam vir a ser condenados sejam capazes de
causar alguma instabilidade em seu governo. Prometeu ainda "colocar às
claras o que aconteceu" na estatal.
Indagada pelo âncora do jornal, William Bonner, sobre os desafios com as
possíveis instabilidades políticas por conta dos escândalos de
corrupção na Petrobras, a presidente foi enfática: "não acredito em
instabilidade por prender e condenar corruptores".
"Esse fator (as prováveis condenações) não pode levar à instabilidade, o
que deve levar à instabilidade é a manutenção da impunidade", concluiu a
petista.
Política econômica
Na entrevista, Dilma também disse que as mudanças na política econômica
serão feitas antes mesmo do término do seu primeiro mandato. Devem-se
iniciar, segundo ela mesma falou, em novembro.
A presidente não quis, entretanto, revelar que tipos de mudanças, ou até mesmo os novos nomes da equipe econômica.
Dilma também reafirmou, assim como havia dito no seu discurso após o resultado da eleição, que estará mais aberta para o diálogo, "em todos os segmentos da sociedade", na condução da economia brasileira.
Reformas e União
A presidente demonstrou uma preocupação durante a entrevista em deixar
uma mensagem de união para os brasileiros. Reflexo do resultado da
eleição, que foi a mais apertada desde a redemocratização.

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