O primeiro boletim com as previsões meteorológicas para a Região
Nordeste só deve ser liberado em dezembro, após a reunião que ocorrerá
na Paraíba. Até lá, não é possível prever se o período chuvoso será
positivo ou não para a nossa região, sobretudo, em virtude das mudanças
climáticas repentinas, que dificultam as previsões, como explica o
meteorologista e professor da Universidade Federal Rural do Semiárido
(UFERSA), José Espínola.
Segundo ele, estabelecer parâmetros para pressupor a presença de chuvas é
algo extremamente complicado, pois as condições mudam de uma hora para
outra. O professor argumenta, no entanto, que vários fatores são
analisados.
Com relação ao El Ñino, que tem sido bastante comentado, José Espínola
explica que se trata de um fenômeno caracterizado pelo aquecimento das
águas do Oceano Pacífico acima da temperatura normal. Geralmente, quando
o fenômeno acontece ele provoca interferência nas chuvas do Nordeste no
ano seguinte. Este ano, o El Ñino se formou por volta de abril a junho,
e atingiu dois graus acima da temperatura normal. Desde então, já houve
redução dessa temperatura. De acordo com o meteorologista, normalmente a
interferência do El Ñino se dá quando o fenômeno atinge a classificação
de moderada a forte. Ele já esteve moderado, mas no momento está fraco.
Será necessário esperar até dezembro, quando a meteorologia divulga os
seus primeiros resultados, para analisar o comportamento do El Ñino, que
é o primeiro ponto de analise para as previsões meteorológicas.
De acordo com Espínola, a partir de novembro, os meteorologistas começam
a analisar o dipolo de temperatura, que corresponde à diferença de
temperatura entre as águas do Oceano Atlântico localizadas acima do
Equador e as águas do Atlântico situadas abaixo do Equador. A situação é
favorável às chuvas na Região Nordeste quando a temperatura das águas
do Atlântico Sul são superiores as do Atlântico Norte. No momento, a
realidade é inversa.
Mas Espínola informa que a meteorologia analisa outros fatores como a
atuação atmosférica e a direção dos ventos. Porém, ele ressalta que só a
partir de dezembro será possível informar as primeiras previsões.
A segunda reunião dos meteorologistas será em janeiro, em Fortaleza. Em
fevereiro, o encontro acontece em Natal e, em março, Pernambuco sedia a
reunião dos profissionais de meteorologia.
ALTAS TEMPERATURAS
De acordo com José Espínola, a data em que foi registrada a maior
temperatura do ano até agora foi o dia 10 de outubro, quando os
termômetros da Estação Meteorológica da Ufersa registraram 38ºC, na
sombra, às 14h. O professor lembra que outubro, novembro e dezembro são
os meses mais quentes do ano. Ele comenta que o horário mais quente é
entre as 14h e às 15h, que corresponde também ao horário mais seco.
CUIDADOS COM A SAÚDE
José Espínola informa que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), as condições estão normais para a saúde quando a umidade relativa
do ar está em torno de 60%. Abaixo de 30% a situação merece atenção
abaixo de 20% é indicativo de alerta e a umidade inferior a 15% é
considerada situação de emergencial e equivale à mesma umidade dos
desertos. Em Mossoró, no dia 6 de outubro, às 14h o índice de umidade do
ar estava em 20%, o que é ruim, sobretudo, para as pessoas que tem
algum problema respiratório. O meteorologista chama atenção ainda para a
necessidade de cuidado com a poluição. Ele comenta que, como nos
últimos anos não choveu o desejado, boa parte da vegetação está morta e o
solo está descoberto, o que favorece a poeira.
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Primeiras previsões meteorológicas para o Nordeste só serão divulgadas em dezembro
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